Alunos da rede pública de ensino participam do Projeto Salto para o Futuro I

14 de março de 2025
Alunos da rede pública de ensino participam do Projeto Salto para o Futuro I

Iniciativa do Ambulatório Escola da UNIFASE/FMP reuniu cerca de 250 alunos para uma manhã de atividades educativas voltadas para a saúde

A fase da adolescência é um momento de muitas dúvidas e descobertas, por isso, nesse período é importante que os jovens tenham informações corretas e seguras. Pensando nessa realidade, o Ambulatório Escola da UNIFASE/FMP realizou nessa quarta-feira (12) mais uma edição do Salto para o Futuro I. O evento é direcionado para a educação em saúde dos pré-adolescentes e adolescentes, entre 12 e 19 anos. A iniciativa contou com a participação dos estudantes dos cursos de Odontologia, Nutrição, Psicologia e Enfermagem e trouxe uma abordagem multidisciplinar sobre várias questões que envolvem essa faixa etária.


“Esse projeto me motiva porque nós fazemos a diferença na vida desses adolescentes. Nós levamos promoção da saúde e ação educativa, e isso nos anima porque eles saem daqui felizes e com informações seguras. Além disso, contar com a parceria dos outros cursos é fundamental para o sucesso da iniciativa, dessa vez o nosso grupo de trabalho reuniu mais de 50 pessoas entre alunos e professores”, destacou Simone Fátima de Azevedo, preceptora de Enfermagem do módulo da Saúde do Adolescente do Ambulatório Escola da UNIFASE/FMP. 


Para essa 5ª edição do projeto foi montada uma dinâmica com atividades interativas, lúdicas e criativas para que os jovens pudessem percorrer todas as estações. Na odontologia, por exemplo, eles receberam informações sobre doenças relacionadas ao beijo e como realizar bem a escovação dos dentes. O aspecto emocional da puberdade ficou a cargo do curso de psicologia. Na área da nutrição foi ensinado como se deve montar um café da manhã saudável, com informações relevantes sobre como se alimentar de forma correta. Enquanto na enfermagem, os jovens foram alertados sobre os malefícios do álcool e das drogas, além de informações sobre prevenção de infecções sexualmente transmissíveis (IST´s) e gravidez na adolescência. 


Outra abordagem desenvolvida para os jovens foi como planejar o futuro, nessa atividade eles foram convidados a pensar sobre as profissões e a carreira que pretendem seguir. Maria Giulia de Lima Pereira, estudante do 7º período de enfermagem criou um aplicativo para guiar os jovens nessa jornada de escolha da profissão. Nele é possível conhecer algumas áreas do conhecimento, ter mais informações de como ingressar em uma universidade e até nortear quem ainda está em dúvida sobre qual caminho seguir.


“Quando eu fiquei sabendo do projeto pensei numa proposta bem dinâmica já que o nosso público são os jovens. Então, tive a ideia de um aplicativo sobre profissões, porque é nessa idade que começam a surgir as dúvidas. Com a ajuda de mais 3 colegas do meu período, nós montamos esse aplicativo para poder apresentar para esses estudantes as várias áreas do conhecimento. Eu montei a parte visual e as outras alunas cuidaram das informações que foram colocadas no app”, disse Maria Giulia, que revelou que durante a dinâmica, as profissões mais escolhidas pelos alunos foram: policial, engenheiro, professor, arquiteto e médico.


“É muito importante sonhar, por isso, nós queremos trazer para eles que é possível fazerem uma faculdade, pensar numa profissão. Então trouxemos essas questões para esse momento de planejar o futuro”, pontuou Lívia da Silva Firmino dos Santos, Coordenadora do Estágio Supervisionado em Rede Ambulatorial do Curso de Enfermagem no Ambulatório Escola da UNIFASE/FMP.


Cerca de 250 estudantes da rede pública de ensino participaram da dinâmica. A diretora-adjunta da Escola Paroquial do Loteamento Samambaia, Fabiane de Fátima Baltar levou 50 alunos para o evento. Essa é a segunda vez que eles participam e segundo ela o que é aprendido no projeto acaba repercutindo na sala de aula.



“Os alunos ficam super empolgados em participar do evento. Quando eles vieram na edição passada ficaram mais de uma semana falando sobre o que aprenderam aqui. E dessa vez não vai ser diferente, eles estão interagindo e participando. São informações que eles só encontram nesses espaços de aprendizagem”, ressaltou Fabiane.


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A relação entre emergências climáticas e a vida cotidiana foi o tema central da 3ª Jornada da Virada Climática, realizada na última semana no Centro Universitário Arthur Sá Earp Neto/Faculdade de Medicina de Petrópolis (UNIFASE/FMP). O evento reuniu mais de 300 participantes, entre especialistas, representantes do poder público, sociedade civil organizada, professores, alunos e colaboradores da instituição. Reitora da UNIFASE/FMP, Maria Isabel de Sá Earp de Resende Chaves destacou a importância do encontro. “Nós, enquanto universidade, assim como todas as demais instituições de ensino, temos uma grande responsabilidade diante do cenário atual. Temos consciência do tamanho desse problema e devemos nos voltar à ciência, contribuindo com estudos nessa área”, frisou, lembrando que, com a COP 30 prestes a colocar o Brasil no centro do debate climático mundial, eventos como a Jornada demonstram que a transformação começa em nível local, com ciência, inovação e ação coletiva. O encontro reforçou a importância do engajamento coletivo para enfrentar esse desafio global. Convidada para a Jornada, a superintendente de Emergência em Saúde Pública da Secretaria Estadual de Saúde, Silvia Cristina de Carvalho Cardoso, apresentou dados alarmantes sobre o impacto das ondas de calor na saúde da população. “Já temos na literatura diversos estudos que correlacionam eventos climáticos extremos ao aumento do número de óbitos e doenças. Desde a COVID-19, nós realizamos o monitoramento de óbitos no estado. Isso nos possibilitou acompanhar a quantidade de mortes no Rio de Janeiro e, através dos gráficos analisados, nós observamos que em alguns momentos, quando havia o aumento de temperatura, os óbitos também subiam”, ressaltou. Professor e coordenador de Extensão da UNIFASE/FMP, Ricardo Tammela destacou a importância de conectar os debates climáticos globais à realidade local, mencionando a Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP 30), que será realizada no Brasil este ano. “Nos eventos anteriores, discutimos as chuvas e as ondas de calor. Este ano, com a COP 30 no Brasil, consideramos essencial trazer essa discussão para Petrópolis, reforçando a ideia de pensar globalmente e agir localmente. Um exemplo disso é o nosso projeto de extensão “Comunidade que Cuida da Vida”, que tem a parceria da Secretaria Municipal de Proteção e Defesa Civil e a colaboração de diversas entidades, como o Ministério Público Estadual, a Fiocruz e a organização SOS Serra, visando a redução de riscos e o fortalecimento da segurança nas comunidades de Petrópolis”, afirmou ele. Ainda fazendo essa ligação entre Petrópolis e a Conferência das Nações Unidas Sobre Mudanças Climáticas, a pesquisadora e diretora executiva do Instituto Todos Juntos, Ninguém Sozinho, Pamela Mércia falou sobre a importância dessa ponte. “Como a gente consegue representatividade dentro da maior conferência que debate o clima no mundo, sendo a cidade com maior vulnerabilidade quando se fala de eventos climáticos extremos? É muito importante ocupar esses espaços, mostrando a nossa realidade. Assim, nós podemos ter voz, local de discussão e, sobretudo, atenção das organizações em todos os níveis”, ressaltou Pâmela Mércia, que vai levar até a COP 30 um filme, produzido pelo Instituto em parceria com a produtora Engenhoca Filmes, que retrata a realidade vivida por muitos brasileiros, incluindo petropolitanos, que sofrem com essas mudanças climáticas. Mestre em Ciências da Saúde na área de Gestão e Planejamento de Sistemas de Saúde pela Fiocruz, especialista em Educação Médica, professor de Saúde Planetária na Saúde e Sociedade da UNIFASE/FMP, e Designer de Sociedades Sustentáveis pelo Gaia Education, Paulo Sá lembra que a UNIFASE/FMP tem reforçado as discussões sobre meio ambiente e saúde planetária, integrando esses temas ao seu campus sustentável, aos eventos que promove e no próprio projeto pedagógico de seus cursos. “A instituição vem incorporando esta temática nos projetos pedagógicos dos cursos de graduação, despertando nos estudantes a reflexão sobre as mudanças climáticas e a responsabilidade individual e coletiva na preservação da vida”, comentou. O vice-prefeito e Secretário de Meio Ambiente de Petrópolis, Albano Batista Filho, o Baninho, que compôs a mesa de abertura da Jornada, reforçou o compromisso da gestão municipal na adoção de medidas para mitigar os impactos das mudanças climáticas. “Nossa participação na Jornada é fundamental para buscarmos soluções que protejam a cidade e garantam a segurança da população”, afirmou ele. Secretário de Proteção e Defesa Civil, o tenente-coronel Bombeiro Militar Guilherme Moraes, participou da mesa de discussão, destacou a importância da cultura de prevenção. “Com eventos como este, podemos propor medidas concretas para evitar tragédias causadas pelos efeitos das mudanças climáticas em Petrópolis. É através de atitudes e informações que nós podemos transformar a nossa realidade”, disse. Durante o evento, a tenente-coronel do corpo de bombeiros, que atua na Secretaria Estadual de Saúde, Cristina Freire, apresentou o programa Vigidesastres, que atua na redução de riscos e no planejamento de respostas a desastres naturais e detalhou a proposta do trabalho. “O Vigidesastres tem o objetivo de propor ações para minimizar a exposição aos riscos de desastres naturais. Nós atuamos no planejamento e gerenciamento de ações voltadas à prevenção e à atuação em situações de risco e em planos de contingência”, explicou ela.
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